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- Regulando os pontos de venda:O poder de influência sobre o consumo de bebidas alcoólicas
é maior nos estabelecimentos que vendem a bebida para ser
consumida no próprio local, já que têm a oportunidade de
influenciar diretamente o que acontece durante e depois da
compra. Regulamentações podem: • Especificar o volume das doses (em estudo inédito
realizado em todos os pontos de venda de álcool da cidade de
Paulínia, SP, encontrou-se variações de grande amplitude no
volume da dose de destilados. E o volume médio da dose
consistiu de 75ml, bastante acima do padrão internacional de
35ml). Exemplo de sucesso: na Islândia, Noruega, Suécia, e
Finlândia, sistemas estatais de monopólio foram implantados no
início do século XX, com poder sobre a produção, venda e
distribuição de álcool. O monopólio estatal sobre a venda pode
ser usado para reduzir o número de pontos de venda, limitar
suas horas de funcionamento, e remover a necessidade de lucro
que induz o aumento das vendas. Existe forte evidência de que
o monopólio sobre a venda limita o consumo de álcool e os
problemas relacionados, e que a eliminação dos monopólios
governamentais aumentam o consumo de álcool4. Realidade dramática: a situação mais dramática foi
observada na Finlândia em 1969, quando mercados e mercearias
foram autorizados a vender cerveja com mais de 4,7% de álcool,
e tornou-se mais fácil obter a licença para abertura de
restaurantes: o número de mercados e mercearias que vendiam
álcool saltou de 132 para 17600, e o número de bares e
restaurantes saltou de 940 para mais de 4000; o consumo global
de álcool aumentou 46% e, nos cinco anos que se seguiram, a
mortalidade por cirrose hepática aumentou 50%, as internações
hospitalares por psicose alcoólica aumentaram 110% entre os
homens e 130% entre as mulheres, e as prisões por embriaguez
aumentaram 80% entre os homens e 160% entre as mulheres. Há
alguma evidência de que esse efeito é maior entre os mais
jovens4. |