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- IntroduçãoApesar de
mais de um século de experimentações políticas com um espectro
de opções (diferentes) bastante amplo, ainda muitas vezes o
que vêm à mente, quando se fala em políticas do álcool, são as
experiências de proibição total que ocorreram em alguns países
no início do século passado. EUA, Canadá, Noruega, Islândia,
Finlândia e Rússia proibiram a produção e a venda de todas ou
de quase todas as bebidas alcoólicas a partir de 19141. Entre
os anos de 1920 e de 1930 tais leis foram revogadas e
substituídas por políticas regulatórias mais brandas. Mas
enxergar as políticas do álcool através da perspectiva
restrita da proibição total, entretanto, é negligenciar o fato
de que muitas políticas elaboradas durante o século passado
incrementaram e respeitaram o direito de beber com
moderação.
Recentemente, dando continuidade à tradição de colaboração entre a OMS e pesquisadores da área, houve o lançamento de um terceiro livro, Alcohol: no ordinary commodity4. Seus autores o escreveram por três razões:
Este Consenso baseia-se neste livro. Esperamos, com ele,
desenvolver esse mesmo interesse naqueles que elaboram as
políticas públicas em nosso país, fornecer-lhes as bases
cientificas necessárias para sustentar as medidas possíveis, e
poupar-lhes o trabalho de “reinventar a roda”, já que o estado
atual da pesquisa científica torna possível saber quais
medidas são eficazes e quais não o são, possibilitando ainda,
dessa forma, a aplicação do dinheiro público em políticas de
resultado comprovado.
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