36% dos não-fumantes possuem concentração de monóxido de carbono no pulmão similar à dos fumantes
Os fumantes passivos estão expostos a níveis tão elevados de monóxido de carbono quanto os ativos. Mais de um terço (36%) dos não-fumantes da cidade de São Paulo possuem concentração do gás nos pulmões idêntica à dos fumantes, de acordo com pesquisa realizada pelo Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), da Secretaria de Estado da Saúde.
Os dados coletados em São Paulo são semelhantes aos apresentados em estudos internacionais que apontam que de 30% a 40% dos não-fumantes consomem monóxido de carbono da fumaça do cigarro cronicamente.
Para a pesquisa, a Secretaria da Saúde entrevistou 1.310 não-fumantes em locais fechados e abertos e aplicou o teste do monoxímetro, aparelho que mede a quantidade de monóxido de carbono no organismo.
A concentração aceitável em não-fumantes varia de zero a seis partes por milhão (ppm), considerando a poluição ambiental. Entre os fumantes leves, essa concentração varia de 6,1 ppm a 10 ppm. Já nos fumantes moderados, o nível fica entre 10,1 ppm e 20 ppm. Entre os heavy users, o valor oscila entre 20,1 ppm e 60 ppm.
Dos não-fumantes avaliados, 18,32% tiveram resultado compatível com a concentração dos fumantes leves; 15,27% apontaram resultados similares aos de fumantes moderados; e 2,29% indicaram níveis compatíveis com fumantes pesados. Os 64,12% restantes apresentaram níveis normais.
Ao inalar a fumaça do cigarro, o fumante passivo libera no pulmão o monóxido de carbono, que é absorvido e cai na corrente sanguínea. No sangue, ele se liga às moléculas de hemoglobina (responsáveis pelo transporte de oxigênio) e ocupa as áreas de ligação com o oxigênio. Com o passar do tempo, o sangue perde a capacidade de transportar oxigênio, podendo causar problemas cardiovasculares graves.
Segundo especialistas, a única forma de se proteger desses danos provocados pelo cigarro é evitar frequentar lugares em que o fumo é permitido.
Fonte: Folha de S. Paulo/Blog Uniad
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