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Idosos estão cada vez mais suscetíveis ao transtorno do jogo patológico


O número de viciados em bingo, jogo do bicho, corridas de cavalo e máquinas eletrônicas de apostas tem crescido principalmente entre a população com mais de 50 anos. Eles têm apresentado padrões de comportamento compulsivo em que as perdas financeiras e sociais não impedem a recorrência em mais apostas e riscos. Os jogadores patológicos perdem o controle sobre quando e quanto jogam porque possuem mais tempo livre e um nível sócioeconômico mais estável. Essa população frequentemente sofre com a diminuição do círculo de amizades e contatos sociais, com o distanciamento da família ou mesmo com a morte de entes queridos, favorecendo o vício.

O jogo acaba impactando a vida financeira desses idosos, piorando a interação social. Os laços afetivos fora do ambiente de jogo se tornam ainda mais frágeis e o isolamento pode piorar. De acordo com Cecília Galleti, psicóloga clínica, pesquisadora do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (IPq) e colaboradora do Programa Ambulatorial do Jogo Patológico (Proamjo), apenas 10% desse público procura tratamento, o que significa que não há dados sobre as pessoas acometidas do transtorno do jogo patológico nesta faixa etária. O Proamjo irá realizar, nos próximos meses, o primeiro levantamento brasileiro sobre o abuso de álcool, drogas e jogo, contemplando o problema crescente entre os idosos.  

Nas mulheres, o hábito se instaura na velhice, apresentando rápida progressão da doença. Elas procuram ajuda assim que percebem o transtorno, enquanto os homens costumam ter o hábito do jogo há mais tempo e só se submetem a tratamento quando o comportamento já é intenso. A informação sobre o vício é importante para a decisão de se tratar, mas essa população tem menos acesso à internet, por exemplo.


Fonte: Uol


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