São Paulo teve redução média de 72% de nicotina no ar após estabelecimento da lei antifumo
Uma redução média de 72% da nicotina no ar nos estabelecimentos pesquisados foi constatada após a lei que proíbe o fumo em locais fechados no Estado de São Paulo – lei nº 13.541 –, de acordo com estudo realizado pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), em parceria com a John Hopkins Bloomberg School of Public Health, dos Estados Unidos. A análise Qualidade do ar em bares de São Paulo/Brasil antes e após a lei de ambientes fechados livres de tabaco, quantifica os níveis de nicotina no ar em bares e restaurantes da capital paulista e avalia o grau de exposição à fumaça de tabaco dos frequentadores e trabalhadores do local.
A redução de nicotina chegou até a 94% em um dos bares e ficou igual ou superior a 80% em sete dos 16 locais pesquisados. “Isso indica uma significativa melhora da qualidade do ar nestes ambientes e, consequentemente, uma diminuição do risco de exposição ao fumo passivo por frequentadores e trabalhadores do local”, afirma Mônica Andreis, vice-diretora da ACT e coordenadora da pesquisa.
O estudo foi realizado em 16 bares da região oeste de São Paulo, sendo coletadas 72 amostras válidas, de junho a julho de 2009 (previamente à vigência da lei) e de novembro a dezembro do mesmo ano (após a lei entrar em vigor). A nicotina foi avaliada por meio de monitores passivos contendo filtro, colocados suspensos nos bares e lá mantidos pelo período de sete dias consecutivos.
Fonte: ACT/Cepalt
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